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Políticas internas

Versão 1.0 · 30 de julho de 2026 · revisão anual

Por que isto é público. Toda área de segurança que avalia um fornecedor pede estes documentos — e, no BPO financeiro, quem pergunta muitas vezes é o cliente do seu cliente. Publicá-los evita a semana perdida entre a pergunta e a resposta, e nos obriga a manter escrito aquilo que de fato praticamos.

São seis políticas curtas. Elas descrevem a operação real de hoje, não um estado desejado: onde algo ainda não é feito, está dito que não é.

1. Política de segurança da informação

Objetivo. Proteger a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados que os escritórios confiam ao BPOx — e, por consequência, dos dados que os clientes deles confiaram a eles.

Alcance. Toda pessoa com acesso a sistemas de produção, ao repositório de código ou a dados de cliente, seja empregada, sócia ou prestadora.

Princípios que governam as decisões técnicas:

  • Isolamento no banco, não na aplicação. Nenhuma tela nova pode depender de filtro em código para separar um escritório de outro. Se a regra não está no banco, ela não é uma regra de segurança — é uma conveniência de interface, e a gente chama pelo nome.
  • Menor privilégio por padrão. Coluna que define poder — papel, permissões, plano, crédito — nasce sem permissão de escrita para o navegador. Função nova de banco nasce sem permissão de execução; concede-se por nome e por motivo.
  • Credencial de terceiro é dado crítico. Token de ERP dá acesso ao sistema financeiro do cliente do nosso cliente. Vai cifrado, com chave fora do banco, e só é lido pela rotina que precisa dele.
  • Dado de cliente não sai sem decisão registrada. Qualquer integração que envie conteúdo da operação a um terceiro exige decisão escrita, é declarada na página de Segurança e, quando envolve custo ou risco, nasce opcional.
  • Falha barulhenta. Entre falhar em silêncio e recusar a operação com mensagem clara, recusa-se. Isso vale especialmente para número: importação incompleta avisa em vermelho antes de salvar, porque caixa errado publicado ao cliente final é pior do que importação que não rodou.

Responsável. A direção da Produtize responde pela política. Revisão anual, ou a qualquer momento após incidente relevante.

2. Política de controle de acesso

Concessão. Acesso a sistemas de produção é concedido pela direção, individualmente e pelo menor privilégio necessário à função. Não há credencial compartilhada entre pessoas.

Autenticação. Verificação em duas etapas é obrigatória para todo acesso administrativo ao provedor de banco de dados, ao provedor de hospedagem, ao meio de pagamento e ao provedor de e-mail. Dentro do produto ela ainda não existe para os usuários — está no plano, e está dito na página de Segurança.

Chaves de serviço. A chave de privilégio elevado do banco e a chave de criptografia das credenciais de ERP existem apenas como variáveis de ambiente no servidor. Nunca são versionadas, nunca vão ao navegador e são rotacionadas em caso de suspeita de exposição.

Revisão. Trimestral, com registro do que foi revisado e do que foi revogado. Inclui a conferência de quem tem privilégio de administrador da plataforma — a lista deve ser curta e conhecida.

Saída. Acesso revogado no mesmo dia útil do desligamento, em todos os sistemas, com registro.

Acesso a dados de cliente. A equipe da plataforma tem acesso à assinatura, ao consumo agregado e ao atendimento — não à operação do escritório. Acesso ao conteúdo de um escritório ocorre apenas pelo modo de suporte, a pedido dele, com faixa visível na tela durante todo o tempo, expiração automática em 6 horas e registro no log do próprio escritório.

3. Plano de resposta a incidentes

O que é incidente. Acesso não autorizado a dado de cliente, indisponibilidade acima de quatro horas, perda de dado, exposição de credencial — nossa ou de ERP de cliente — ou envio indevido de dado a terceiro.

Primeiras horas:

  • Conter — revogar credencial, suspender chave, isolar o caminho de entrada. Havendo suspeita sobre a chave de criptografia de ERP, ela é rotacionada e os escritórios afetados são orientados a reconectar.
  • Registrar — o que aconteceu, quando começou, como foi descoberto, o que se sabe e o que ainda não se sabe.
  • Avaliar alcance — quais escritórios, quais clientes finais, quais dados, e se houve acesso efetivo ou apenas possibilidade.
  • Comunicar — escritórios afetados em até 48 horas da confirmação, com o que se sabe até ali, mesmo que incompleto. Quando o incidente alcançar dados de clientes finais, o escritório recebe as informações de que precisa para cumprir o próprio dever de comunicação, porque nesse conteúdo o controlador é ele.

Dados pessoais. Havendo risco relevante aos titulares, comunicação à ANPD e aos titulares conforme a LGPD, em prazo razoável a contar da ciência.

Depois. Registro do que causou, do que foi corrigido e do que muda para não repetir — publicado ao escritório afetado. Correção de causa vira teste automatizado sempre que possível.

Canal. seguranca@bpox.com.br, com resposta em até dois dias úteis.

4. Política de gestão de mudanças

Verificação obrigatória. Nenhuma alteração vai a produção sem compilar e passar pela verificação automática. Falha bloqueia a publicação.

Alterações de banco. Versionadas em arquivos, sempre idempotentes — podem rodar de novo sem estragar nada. Arquivo já aplicado não é editado: correção é arquivo novo, o que preserva a trilha do que foi feito e quando. Mudança que fecha uma falha crítica vai em transação própria, para que nenhuma outra parte do arquivo possa abortá-la.

Regras que exigem teste. Toda regra nova de acesso ou isolamento entra acompanhada de teste que tenta violá-la contra um banco PostgreSQL de verdade e verifica o efeito da tentativa.

Mudança que mexe em dinheiro ou em número entregue ao cliente final — cobrança, cota, importação de ERP, relatório — entra com verificação de cenário: o caso normal, o caso de borda e o caso em que a fonte externa responde errado.

Reversão. A publicação anterior permanece disponível na hospedagem e pode ser restaurada. Alterações de banco são projetadas para não destruir dado.

5. Plano de continuidade e recuperação

Cópias de segurança. Automáticas na infraestrutura de banco, com retenção conforme o plano contratado com o provedor.

Teste de restauração. Executado e cronometrado ao menos uma vez por ano, com registro do tempo e do resultado.

Objetivos declarados. Recuperação em até quatro horas; perda máxima aceitável de vinte e quatro horas de dado. São objetivos operacionais; o compromisso contratual é o da cláusula 10 dos Termos.

Saída de dados sem depender de nós. A exportação em planilha de tarefas, horas apontadas e financeiro está na interface e não exige a nossa participação. A exportação completa da base ainda passa por pedido — está declarado como pendência na página de Segurança e é uma prioridade nossa justamente porque continuidade que depende do fornecedor não é continuidade.

Dependência de fornecedor único. Reconhecida: banco e hospedagem estão concentrados em Supabase e Vercel. O formato é PostgreSQL padrão, sem recurso proprietário que impeça a migração, mas uma troca exigiria trabalho e não é instantânea.

Dependência de ERP de terceiro. A importação depende de APIs que não controlamos. Quando um provedor muda a API ou fica fora do ar, o financeiro do mês continua podendo ser lançado à mão ou por planilha — a operação do escritório não para por causa da integração.

6. Política de gestão de fornecedores

Critério. Fornecedor que toca dado de cliente precisa de contrato aceito, acordo de tratamento de dados quando aplicável e localização de dados conhecida.

Registro. A lista completa de terceiros que participam do serviço é pública, na página de Segurança, com o que cada um recebe. A mesma lista aparece na Política de Privacidade, e as duas andam juntas.

Fornecedor novo que receba dado de cliente exige decisão registrada antes da adoção, com a pergunta explícita: o que sai daqui, e isso contradiz o que prometemos?

Provedor de IA. Recebe tratamento próprio nessa avaliação, porque recebe conteúdo de negócio. Condições exigidas: vedação contratual de treinamento com o conteúdo enviado, recurso opcional para o escritório, escopo mínimo de dados por chamada e teto de consumo por escritório.

Revisão anual da lista e das condições contratadas.

7. O que estas políticas ainda não cobrem

Não há auditoria independente. Estas políticas são nossas e não foram verificadas por terceiro. Não temos SOC 2 nem ISO 27001.

Não há teste de intrusão por empresa externa. Nossos testes de ataque são internos e automatizados.

Não há verificação em duas etapas dentro do produto, nem acesso corporativo por provedor de identidade. Estão no plano.

A operação é enxuta. Segregação de funções é limitada pelo tamanho da equipe — e dizer isso é mais útil do que descrever um organograma que não existe.

Publicamos assim mesmo porque um documento honesto e incompleto vale mais, numa avaliação de fornecedor, do que um documento completo e inventado.

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BPOx · Gestão de BPO financeiro por preço fixo